Desde que o mundo é mundo, a única coisa constante, são as eternas mudanças que ocorrem dia após dia. É em decorrência das alterações ocorridas no globo que temos o mundo que temos hoje. Pensando assim, podemos dizer que tudo que está debaixo do sol, respeitando as proporções, também passa por alterações às vezes pequenas, às vezes lentas, mas sempre certas.

Então, a reflexão que se faz necessária é: se tudo sempre muda, por que oferecemos uma resistência às vezes maior a toda alteração a nossa volta? Não existe um único motivo. Na verdade podemos ter diversos motivos para manifestar esta reação. O primeiro deles é o fato de que quando as coisas mudam saímos da nossa zona de conforto. O segundo, é que coisas novas, imprimem certo estado de incompreensão, que mesmo momentânea, é suficiente para despertar em nós a aversão a alterações naturais ou programadas dos fatos.

Então vivemos um paradoxo. Reclamamos quando nada muda e ao mesmo tempo, não sabemos lidar com as mudanças quando ocorrem. A questão central, é que para sairmos da nossa zona de conforto precisamos de algum esforço, precisamos aprender novos assuntos e novas rotinas e nem sempre estamos verdadeiramente interessados em mudar coisa alguma.

Muitas de nossas reclamações são mais uma forma de evidenciar um pouco do nosso imaginário inconformismo, que na prática se traduz mais como uma acomodação travestida de reclamações e lamentações inúteis. É mudar dá trabalho, cansa e sempre exige de nós mais do que estamos dispostos a dar. Então caímos numa situação aparentemente difícil de resolver, pois queremos mudar, mas sem esforço. Queremos evoluir, mas sem ter que se dedicar tanto assim. Queremos ter uma vida boa, mas que seja de preferência “ganhado na loteria”. Vivemos enfim, entre tentativas, desistências e saltos de crescimento inexpressivos, que não dão grandes acréscimos ao nosso desenvolvimento.

Muitas pessoas seguem em frente, tentando determinar o curso de suas vidas com firmeza, decisão e pulso. Outras tantas preferem ter suas vidas dirigidas pelas circunstâncias e situações, sem ter que se preocupar com os dias que seguem.

A diferença é que as do primeiro grupo, conseguem em maior ou menor tempo fazer a diferença em suas vidas, imprimindo um ritmo de persistência e superação. As do segundo grupo vivem ao sabor do vento, sem objetivos maiores, planejamento ou visão do amanhã. Estas sofrem por sua livre opção e escolha. E, como conseqüência, têm sempre a sensação de estarem começando algo que nunca terminam, como um projeto mal acabado (e mal iniciado também).

O que você prefere? Saber que pode interferir em seu próprio destino e fazer a sua vida de acordo com seus sonhos e objetivos? Ou por outro lado, prefere delegar esta responsabilidade a vida, sendo apenas um “figurante” do seu próprio filme? A escolha será sempre sua. Você tem o poder de decidir e deve decidir.

Abra sua mente e não resista ao doce sabor do inesperado e das mudanças que te esperam e cresça com elas ficando cada vez mais preparado e forte para a vida. Pense nisso.